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quarta-feira, 18 de abril de 2012

REDES SOCIAIS X EMPREGO: 10 dicas para conciliar os dois


Está quase todo mundo conectado nas redes sociais, mas você sabe o que deve ser evitado dentro da internet? Existem alguns riscos e as armadilhas das redes e o seu perfil pode ter influência na hora de conseguir ou manter um emprego.


Todo mundo sabe que as redes sociais são populares. Elas reúnem amigos, colegas de trabalho e contatos profissionais. O que a maioria das pessoas não se dá conta é que o modo como se comporta nas redes sociais pode aumentar as chances de conseguir uma contratação no mundo lá fora. Dependendo do que se expõe nas redes, pode também prejudicar profissionalmente.


Não que exista uma regra de como se deve ou não se deve usar as redes sociais, nós vamos apresentar 10 sugestões para você fazer bonito na hora de um processo seletivo.


Confiram as 10 dicas:




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Habilidade social é fundamental para crescer na carreira


Segundo especialistas, quem tem habilidade social tem mais chances de ser promovido do que até mesmo os mais competentes

Imagine a cena: em uma empresa, existem dois profissionais que concorrem a um cargo de gestor. O primeiro é muito competente tecnicamente, mas não tem habilidade social. Já o outro não é tão competente na parte técnica, mas sabe tudo quando se trata de relacionamento. Qual deles será promovido?
A resposta, de acordo com a coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvinento de Pessoas da pós-graduação da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Adriana Gomes, é que o segundo profissional tem mais chances de ganhar o cargo.
A explicação dada pela especialista é que, apesar de o profissional não ter tanto conhecimento técnico, ele será um bom gestor, pois tem habilidade de lidar com as pessoas, quesito fundamental para quem quer ocupar um cargo de liderança um dia.
“Com isso, ele consegue montar uma equipe que supra as suas necessidades”. Já o gestor sem habilidade pode causar conflitos dentro da empresa, por não passar informações corretamente, não saber delegar, cobrar resultados e reconhecer um bom funcionário.
Atividade que exerce

Em algumas atividades, a falta de habilidade social é bem mais grave do que em outras. Geralmente, nas profissões em que existe um contato maior com o público, não saber se relacionar e se comunicar é quase um “suicídio profissional”.

Já em áreas mais administrativas, como contabilidade ou análise de dados, a falta de habilidade social é prejudicial, mas nem tanto. “Mas estes profissionais, apesar de não interagirem com o público, não podem esquecer que precisam se comunicar com os pares e gestores”.
A gestora do Instituto Personal Service, Fátima Sanchez, acrescenta que quem não tem habilidade social fica estigmatizado pelos colegas. “Ele é visto como o antissocial, mal educado, emburrado, o que está sempre de cara fechada”.
Vale ressaltar que ter habilidade social não significa ser extrovertido e falante no ambiente de trabalho. Este tipo de profissional, apesar de ser bem visto entre colegas, pode prejudicar o desenvolvimento das atividades.
Como mudar

Fátima explica que a falta de habilidade social pode ser uma característica pessoal do profissional ou um descontentamento momentâneo com o trabalho, com a empresa ou com a carreira. “Existem pessoas que não se esforçam, porque não gostam do que fazem”.

Como alguns profissionais não nascem com esta habilidade, é possível aprendê-la. Mas, para isso, as especialistas explicam que é necessário, antes de tudo, ter consciência da falta de preparo para se relacionar e se comunicar com as pessoas.
Para Adriana, esta consciência é percebida por meio de feedback dados pelos chefes diretos deste profissional. “Um feedback bem feito sempre tem o intuito de melhorar o desempenho do profissional”.
Após perceber que falta esta habilidade, Fátima aconselha que o profissional procure um coach ou até mesmo um acompanhamento psicológico. “Com ajuda, é possível lapidar este profissional”.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Currículo em inglês deve destacar resultados; saiba como elaborar


Documento é mais do que tradução daquele escrito em português.
Especialistas dão dicas para montagem de cada tópico.


Currículo em inglês é mais do que uma simples tradução do escrito em português, alertam especialistas, sobretudo para quem quer disputar vagas no exterior. Para impressionar, o candidato deve focar nos seus resultados, tanto na vida acadêmica quanto na profissional.
Ter um currículo em inglês não é necessidade só daqueles que pretendem trabalhar fora do Brasil. De acordo com a consultora da DMRH Naamisis Campos, mesmo em seleções nacionais, pessoas de outros países podem ser destacadas para avaliar as habilidades descritas no currículo. “A demanda é grande para multinacionais dentro do país. E cada vez mais as pessoas se relacionam com a matriz, de maneira global, por isso, precisam do idioma”, diz.
“As empresas que estão se internacionalizando estão contratando pessoas para trabalhar lá fora. E multinacionais em outros países buscam nossos profissionais porque temos características de capacidade e flexibilidade, pois passamos por muitas crises econômicas”, destaca Irene Azevedo, consultora da DBM Brasil.

Resultados devem ser mostrados
De acordo com Naamisis, ao mencionar a experiência profissional, o candidato deve citar as atividades exercidas juntamente com os resultados obtidos. “Já na vida acadêmica pode-se colocar que atuou em um projeto dentro da faculdade, que fez trabalho voluntário, que foi até capitão do time de futebol, e os benefícios gerados com essas atividades”, sugere.

“No currículo os resultados são fundamentais, pois garantem a solidez da experiência. Podemos ser responsáveis por diversas atividades, mas o que garante que somos profissionais com valor no mercado são as realizações”, afirma Irene.

Ho Mien Mien, sócia-fundadora da Outliers, escola de idiomas focada no desenvolvimento da carreira, ensina que, na descrição das atividades e resultados deve-se começar a frase com verbo, e não com pronome pessoal. ”Coloque ‘Landed 5 new large accounts that generated extra income to the company’ em vez de ‘I landed 5 new large accounts’”, diz. Veja ao fim da página os termos equivalentes para algumas palavras-chave no currículo.
Naamisis diz que em setores que exigem conhecimentos técnicos, como a área de tecnologia da informação (TI), é recomendável mencionar os cursos realizados na área. “Se as empresas procuram por conhecimentos específicos os cursos no currículo são muito valorizados.”
Segundo a consultora, quando o candidato exerceu sempre o mesmo cargo em diferentes empresas é importante que ele coloque as atividades exercidas e os resultados em todos os empregos porque nesse caso o recrutador irá avaliar a profundidade do conhecimento em cada experiência profissional.
Disposição das informações
Em relação à disposição das informações no currículo, Naamisis diz que não existe um padrão a ser seguido. “O que importa é que as experiências profissionais sejam listadas das mais recentes para as mais antigas.”

Segundo Irene Azevedo, os tópicos do currículo em inglês podem ser listados da mesma forma que no elaborado em português. Ela recomenda colocar os dados pessoais, depois o objetivo profissional, as principais qualificações, experiência profissional, formação acadêmica, os idiomas e as informações adicionais. Nesse último caso, podem ser colocados, por exemplo, prêmios conquistados e publicações de trabalhos de especialização, mestrado ou doutorado, cursos extracurriculares (somente os relevantes), hobbies e trabalhos voluntários.
Irene ressalta que o candidato pode fazer um resumo de suas qualificações logo após o objetivo profissional para chamar a atenção do selecionar. “Aí o recrutador vai na experiência profissional para comprovar o que foi dito no sumário das qualificações.”
A consultora da DBM diz que podem ser colocadas ali as habilidades desenvolvidas nas funções exercidas e também cursos de MBA ou pós-graduação na área almejada. Outra recomendação é descrever sucintamente as empresas nas quais trabalhou porque os executivos de fora podem não conhecer as companhias brasileiras.
Evite mencionar estado civil
Ho Mien Mien diz que no currículo em inglês não é recomendado colocar sexo, idade, estado civil e filhos porque essas informações são vistas como forma de discriminação no exterior.

“Como o currículo é a primeira visão que a empresa terá da pessoa, sugiro não colocar essas informações, pois não será pelo fato de ser ou não casada que a pessoa será escolhida ou eliminada do processo seletivo. Essas informações a mais só poluirão o currículo.”
Cuidado com 'inglês fluente'
Irene diz que alguns erros de grafia ou gramaticais são relevados pelo selecionador, dependendo do cargo. “Mas se o candidato diz que é fluente ele deve ser cuidadoso para não cometer erros”, afirma. De acordo com a consultora, se o candidato coloca “good knowledge” (bom conhecimento) para descrever o nível do seu inglês, isso significa que ele será capaz de responder às perguntas feitas em inglês. Por isso, não se deve mentir na hora de colocar o grau de conhecimento da língua inglesa no currículo.

Pouca experiência
Irene recomenda ao candidato com pouca experiência que valorize a sua formação acadêmica. “Vale colocar viagens ao exterior e intercâmbios”, diz. Naamisis diz que a experiência fora do país deve ser mencionada, mesmo que seja em cargos como garçom, monitor de parque de diversão, babá ou auxiliar de limpeza, por exemplo. Nesse caso, essas experiências são colocadas na parte de atividades extracurriculares. “Vale pela experiência de vida”, diz.

Ho Mien Mien indica que sejam colocados trabalhos voluntários, hobbies, cursos extracurriculares, prêmios obtidos na faculdade, sempre com foco no que é relevante para a vaga almejada. “Nos Estados Unidos isso é muito valorizado, mas não se estenda demais, principalmente para não exceder o número de páginas no currículo”, aconselha.
Apresentação 
Irene diz que a carta de apresentação do currículo ou mensagem no corpo do e-mail deve ser adaptada de acordo com o cargo almejado. “No CV sempre há um sumário das qualificações que em tópicos descrevem as principais habilidades do candidato. Na carta essas habilidades devem ser mencionadas e acrescentam-se qualidades de acordo com o objetivo profissional.”

Veja o modelo padrão recomendado pela consultora:
“I am an executive with solid professional experience in companies of Electricity Services, such as NAME and NAME.



My career was guided to companies management having performed investments of US$ 700 million and operated business of US$ 1.2 billion of annual revenue.

I have a great knowledge of senior management of companies, having been elected member of several Executive Boards with solid expertise of different business areas: Financial, Accounting, Control, Logistic, HR and Administrative.

I have obtained success in the selection, creation and conduction of high productivity teams for the overcome of results with focus on the optimization of the operations and I have also coordinated global teams guided to the business development with interchange of information and use of synergies.

Due to a strong leadership in commercial and legal negotiations, I have successfully developed international and financing agreements.

I have degrees in Civil Engineering and Business Administration with MBA at BSP in partnership with University of Toronto. I am Fluent in English and I have good knowledge of Spanish.

Attached you will find my résumé and I am at your disposal to better detail my professional and personal skills”. 

CONHEÇA PALAVRAS EQUIVALENTES EM INGLÊS PARA TERMOS DE CURRÍCULO
Melhorei                                                                       Improved                                                                            
EconomizeiSaved
GereiGenerated
RealizeiAccomplished
Trouxe novos clientesLanded new customers
CrieiCreated
ImplementeiImplemented
GerencieiManaged
Maiores realizaçõesMajor accomplishments
ReceitaRevenue
LucroProfit
CustoCost
EstágioInternship
EstagiárioIntern
Formação AcadêmicaEducation background
Experiência ProfissionalProfessional experience (ou background)
ObjetivoObjective
R$ 500 milR$ 500 K
ONGNGO
Trabalho voluntárioVolunteer work
Curso extracurricularExtracurricular course
Fonte: Ho Mien Mien, sócia-fundadora da OutliersSaiba mais em http://g1.globo.com/concursos-e-emprego